Protetores cobram políticas públicas de proteção animal em Toledo

A rotina é dura e sem trégua. Cães e gatos atropelados, idosos e filhotes abandonados. Animais envenenados, espancados e vítimas de muitos outros tipos de violência. Os protetores de animais entram em ação quando a situação é grave e urgente, mas a corrida contra o tempo e contra a falta de estrutura e auxilio de políticas públicas tornam a atividade cansativa e frustrante.

Endividados e sem possibilidades para novos atendimentos, entidades e protetores independentes cobraram na terça-feira (12) do prefeito Lúcio de Marchi uma posição.  A discussão foi proposta pelo vereador Marcos Zanetti, que mobilizou os protetores e efetivou o convite para o Ministério Público.

Marcos Zanetti pontuou situações como a falta de recursos para tratamento e castração dos animais de rua, bem como o descaso com os protetores independentes e entidades que se dedicam a causa animal. “O poder público não pode se ausentar de uma causa urgente e com essa importância. A iniciativa é para que essa situação seja efetivamente resolvida e que os protetores que de forma voluntária trabalham, possam ter o respaldo necessário para seguir prestando esse grande serviço para toda a sociedade”, afirma, ressaltando a importância de parcerias com instituições de ensino superior.

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Outra situação levantada pelo vereador foi a compra do veículo conhecido como Castra Móvel, que não é consenso entre os protetores, pelo exemplo de outras cidades e pelo alto valor da manutenção de estrutura e equipe. Para o funcionamento pleno, uma equipe inteira precisa ser contratada, além de esbarrar no tempo de recuperação dos cães de rua que não teriam um local para concluir o tratamento.

O vereador defendeu a criação do Fundo Municipal destinado a causa animal e o fortalecimento do setor responsável pela Defesa Animal também estiveram na pauta. “A proposta é tornar o processo sustentável e viável para o município. São atitudes que vão fortalecer e ampliar a política de garantia de direitos, além da humanização do atendimento”, explicou.

Reunião foi realizada para discutir o tema.

MINISTÉRIO PÚBLICO

O Promotor de Justiça com atribuição na Proteção e Defesa ao Meio Ambiente (3ª Promotoria de Justiça), Giovani Ferri relatou que o assunto tem sido uma grande preocupação junto ao Ministério Público. Apresentou também preocupações que refletem a falta de política pública efetiva com a causa. “Vou encaminhar na próxima semana um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que possamos dialogar e encontrar soluções para esses problemas graves que não podem ser ignorados pela gestão pública”, relatou.

 

ESVAZIAMENTO

A falta de recursos humanos foi apontada de forma consensual entre a Promotoria e os protetores. Apenas uma profissional é destinada para atender as demandas do setor na Secretária de Meio Ambiente. Praticamente 100% do trabalho de resgate, tratamento e adoção é realizado por voluntários.

Toledo conta com duas Ongs – Associação dos Focinhos Carentes e a recém-formada Adote Toledo, além de aproximadamente 15 protetores independentes.

 

COMPROMISSO

O prefeito Lúcio de Marchi ouviu as pontuações das protetoras e do MP e assumiu o compromisso de promover as adequações para que os problemas sejam sanados. A situação será acompanhada por uma Comissão composta por protetores e membros do Conselho Municipal de Proteção e Defesa do Direito dos Animais (CMPDA), que possui a missão de cobrar ações concretas e a implantação do plano de ação para o setor.

 

Fonte: Edna Nunes/Assessoria.

Foto: Valdecir Galor/SMCS

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