Os contos reais e medo na Antártida

A Antártida é vista como o “limite” do mundo. Não só por estar em um extremo, como também por possuir características que fazem da sobrevivência humana, ao menos complicada. Mesmo com o nosso desenvolvimento tecnológico, ainda é mortalmente perigoso ficar no lugar. A temperatura despencar até 90 graus negativos de uma hora para outra, além disso, os ventos fortes podem chegar a mais de 300 quilômetros por hora. Por esse motivo, muitas pessoas que perderam suas vidas no local, têm o corpo fora de alcance para a recuperação. Alguns são descobertos décadas ou séculos após ter morrido.

Chamado de ” o Cemitério de Congelado, a Antártica tem muitos casos de morte misteriosos e de acidentes bizarros. Trouxemos para você alguns contos reais e de medo, na Antártica, e algumas de suas histórias.

Ossos Chilenos

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Na costa da Antártida, para ser mais exato, na ilha de Livingston, está o resto humano mais antigo do continente. O crânio e o fêmur contam com 175 anos de idade. Encontrado na década de 1980, os pesquisadores chilenos descobriram que se tratava de uma mulher indígena chilena, que morreu aos 21 anos de idade. De acordo com as datas, ela teria sido uma das primeiras pessoas que tenham explorado a região. Só há uma pergunta que bagunça a cabeça de todo o mundo: como esta mulher foi parar lá?

Seu primeiro pensamento foi uma canoa ou algo assim, deveria se lembrar de que ela não poderia suportar a longa viagem e muito menos as condições meteorológicas da viagem e do destino. A falta de registros documentais, ou, ao menos, um diário de bordo, torna ainda mais difícil encontrar uma resposta a esta pergunta. Os ossos da mulher marcam o início da atividade humana no local, mas ninguém sabe como ou por que.

Expedição Terra Nova

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A Expedição Terra Nova foi a expedição britânica que tinha como objetivo ser o primeiro grupo a chegar ao Pólo Sul. Eles chegarão em 17 de janeiro de 1912, os exploradores britânicos, comandados por Robert Falcon Scott pousaram no local, porém, se deram conta de que não foram os primeiros. A equipe da noruega, liderada por Roald Amundsen havia chegado três semanas antes, tirando o título de Scott. Com o ego e a masculinidade ferida, a pressão, a decepção, unidos a hostilidade da Antártida, se terminou de cortar a sua vida e a de seus quatro companheiros exploradores. Morreram um a um, antes de poder deixar o continente. Seus diários de bordo e as fotos foram encontrados meses depois.

“Eles estavam dispostos a arriscar suas vidas e, vendo isso como algo legítimo. Você pode ver isso como parte de uma mentalidade de masculinidade imperial, unida às dificuldades duradouras e ambientes hostis “, diz Jones, completando: “Eu não estou dizendo que tinham um desejo de morte, mas eu acho que eles estavam dispostos a morrer”.

Trator da Antártida

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Muskeg é um trator próprio para ambientes extremamente gelados, como a Antártida. O veículo grande e pesado é capaz de transportar pessoas e suprimentos por longas distâncias no gelo. Em 1965, Jeremy Bailey, David Wild e John Wilson estava dirigindo um desses tratores sob o gelo da Antártida. Eles estavam sendo acompanhados por John Ross, que estava em um trenó do lado de fora. No caminho tinha uma fenda profunda. Enquanto John Ross, viu-a e parou, os três componentes do trenó não a viram e acabaram caindo 30 metros abaixo da fenda. A morte era certa, como foi confirmado, no entanto, o mais estranho foi um diálogo que aconteceu.

Quando John Ross viu o acidente, bateu na rádio do computador. O diálogo, como contou mais tarde Ross, foi mais ou menos assim:

Ross: Davi?

Bailey: Davi está morto. Eu sou eu.

Ross: O John ou o Jeremy?

Bailey: Jeremy.

Ross: Como está o John?

Bailey: Ele é um caso perdido, companheiro.

Ross: E você?

Bailey: Estou todo quebrado.

Ross: Você pode mover ou amarrar uma corda em torno de si mesmo?

Bailey: Estou todo quebrado.

O que aconteceu em seguida foi Ross tentando descer para salvar Jeremy, quando ouve um grito e seu colega de responder no rádio. Fendas de gelo na Antártida são sempre um perigo para os viajantes da região.

E aí, você gostou dessas histórias? Saiba que existem outras, então, se você gosta, é só pedir que nós temos mais casos sobre os mortos do cemitério gelado. Comenta com a gente sua opinião e compartilhe esta matéria em suas redes sociais. Para você que sentiu o arrepio de frio ou de tristeza – aquele abraço.

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