Diferença entre preços de medicamentos é tema de curso sobre Marketing Farmacêutico

Diferença entre preço de fábrica e preço praticado pelas farmácias, assim como a diferença entre medicamentos genéricos e de referência foram explicadas pelo gerente de Marketing da Prati-Donaduzzi, Lucas Angnes, durante o curso “Marketing Farmacêutico”, na quinta-feira (10), no Biopark – Parque Científico e Tecnológico de Biociências, em Toledo. A atividade fez parte da programação do Pig Data que começou na quarta-feira (9) encerra nesta sexta-feira (11).

As informações repassadas por Angnes tiveram como objetivo auxiliar os participantes do Hackathon a elaborar um projeto para o desafio proposto pela farmacêutica, durante a abertura do evento. Os inscritos na maratona de programação precisam apresentar melhorias do mapeamento, relacionamento e atendimento de oito produtos OTCs (livres de prescrição) do portfólio da indústria.

Os selecionados devem concluir os projetos até a próxima sexta-feira (18). A equipe vencedora levará um prêmio de R$ 2.500,00. A segunda colocada, R$ 1.500,00 e a terceira equipe, um valor de R$ 1.000,00.

Guilherme Leme, acadêmico do curso de Engenharia Eletrônica da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), é um viciado em maratonas de programação e disse ter ficado muito impressionado com o tema proposto neste Hackathon especificamente. “Vou desenvolver um projeto inovador. A conversa sobre a Prati-Donaduzzi contribuiu muito para o desafio. Sem contar, que agora, conhecendo a indústria mais profundamente, passei a admirá-la ainda mais”, disse.

Opinião semelhante foi do acadêmico de Sistemas de Informação, Willian Alcântara.  “O bate-papo me auxiliou a organizar as ideias. Quero propor algo que atenda às necessidades da Prati-Donaduzzi”, afirmou.

Regulamentado

O gerente de Marketing explicou que tanto o Preço Fábrica ou Preço Lista, quanto o Preço Praticado pelas farmácias em todo o Brasil são regulamentados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), mas mesmo assim, há muita divergência de valores. É possível comprar um medicamento por R$ 9 em Rondônia e R$ 20 em Santa Catarina, ou vice e versa.

“É um mercado muito regulamentado, mas a diferença de impostos entre os estados é um dos fatores que contribui para a variação de preços”, disse.

Angnes explicou também as várias categorias de medicamentos. E os preços de cada um. O referência, por exemplo, é aquele inovador, que lançou a molécula. O detentor desta patente tem 20 anos para comercializar sem qualquer concorrência. Depois deste período, os demais laboratórios podem “copiar” a fórmula e desenvolver um genérico, desde que tenha o mesmo efeito e qualidade de seu Referência.

Devido a essas diferenças, de acordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) o valor do genérico pode ser no máximo 65% do preço do Referência.

A Prati, por exemplo, é especializada em genéricos. Inclusive é a maior produtora de doses de genéricos do Brasil*. Tem um portfólio com mais de 360 produtos. E produz todos anos cerca de 12 bilhões de doses.

Publicidade

Angnes explicou também que além do preço, há regulamentação na forma como é feita a publicidade dos medicamentos. Como os medicamentos são bens de saúde, por isso sua propaganda está sujeita a regras específicas. É proibido o incentivo do uso. Desta forma, a empresa foca sua publicidade de forma mais institucional. As ações mais efetivas ocorrem apenas para o trade farmacêutico.

A restrição diminui um pouco quando o medicamento é um Livre de Prescrição e nutracêuticos (Alimentos funcionais). Neste caso, pode haver publicidade. Atualmente, a Prati-Donaduzzi, conta com 47 OTCs e alimentos no portfólio.

 

Foto: João Vanderlei/Assessoria Iguassu-IT.

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