Toledo: Café Rosa conta com depoimentos emocionantes

Na manhã desta quarta-feira (03) foi realizada a segunda edição do Café Rosa na Câmara de Vereadores de Toledo. A atividade foi organizada pelas vereadoras Olinda Fiorentin, Janice Salvador, Marli Gonçalves Costa e Marli Zanetti e reuniu várias mulheres e também alguns homens, principalmente vereadores.

O evento é alusivo ao Outubro Rosa, campanha de conscientização que tem como objetivo principal alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e mais recentemente sobre o câncer de colo do útero.

Segundo a idealizadora do evento, Vereadora Olinda Fiorentin, “quando eu tive a ideia do primeiro Café Rosa, em 2017, imaginei que teria a adesão de muitas pessoas com o decorrer dos anos. Para minha grata surpresa já na segunda edição tivemos uma grande participação não apenas de mulheres, mas também dos homens. E isso é muito positivo, pois o foco principal é a conscientização de todos para a prevenção”, salientou.

 

Depoimentos

Na ocasião, a Secretária de Educação, Edna Schaeffer Amaral, fez um depoimento contando sua trajetória com a doença. Ela contextualizou a origem da campanha Outubro Rosa e do uso dos laços cor de rosa, que no Brasil chegaram em 2002. Em seguida falou sobre a fase do diagnóstico e do tratamento do câncer de mama.

“Eu fazia exame de rotina todos os anos, sempre no mês de novembro. Em 2015, com 38 anos, insisti para meu médico que queria fazer uma mamografia também. Mas só em abril de 2016, em um auto exame é que senti nódulos e procurei imediatamente o serviço de saúde”, começou a relatar Edna.

Após fazer outra mamografia e uma biópsia, Edna comprovou que estava com nódulos benignos e com câncer de mama. “Dar a notícia para a família também não é uma coisa muito fácil, só meu marido e a diretora da escola sabiam até então. Quando o médico disse que teria que iniciar a quimioterapia fiquei surpresa, pois não tínhamos nenhum caso na família. Era tudo novo pra mim”, conta. Ela disse ter procurado outras referências para legitimar aqueles exames e diagnósticos.

Com a quimioterapia o cabelo caiu, mas Edna conta com bastante serenidade que depois cresceu de novo. “Algumas pessoas tem reações adversas, mas tive a felicidade de ter um tratamento tranquilo, pois eu me cuidava bastante”, se referindo à saúde de maneira geral. “Tentei levar a vida o mais dentro da rotina possível, mas em certo momento tive que me afastar por ser necessário durante seis meses”.

Ela disse ainda que os cuidados com a alimentação e com o corpo são essenciais. “Para encarar o tratamento, foi fundamental o apoio da família. Todos tentavam contribuir da melhor maneira possível, inclusive os amigos. Ter fé e acreditar que tudo ficaria bem e ter coragem para fazer o tratamento e enfrentar a doença, contar pra família, são pilares importantes”, afirma.

Edna retornou às atividades normais em 11 de março de 2017, retorno este que tinha um gostinho especial. No mesmo ano foi convidada a assumir a função de Secretária Municipal de Educação, atividade que ocupa de forma exemplar e com muito empenho até hoje.

“Hoje consigo lidar com mais facilidade e faço acompanhamento de seis em seis meses. A mensagem que deixo é que normalmente achamos que só vai acontecer com os outros. O exame feito precocemente torna a chance de cura muito maior. A gente pode ser feliz durante o tratamento, não precisamos ser amargas. Acreditar que é possível é importante, temos excelentes médicos, inclusive em nosso município”, alertou.

 

Quando a doença já está na família

A professora Marlize Zanini também apresentou seu depoimento durante o encontro. Ao contrário de Edna, na família dela o histórico de pessoas vítimas do câncer era bem comum. Aos 55 anos de idade descobriu que estava com um tipo de câncer bem agressivo e buscou na religião e na família forças para encarar o tratamento.

Ela também emocionou o público presente com sua história de superação. Marlize também reafirmou a importância da família e dos amigos durante esse processo. “Muitas pessoas que eu nem imaginava disseram que rezaram por mim. Cada um tem uma história e a doença se comporta de forma diferente, por isso a família e os amigos são muito importantes”, afirmou.

Marlize destacou a importância de seguir corretamente o tratamento. “É preciso dar apoio às pessoas doentes, incentivar a seguir o tratamento do médico e não o que as comadres mandam fazer. Só obedeci o médico e fiz tudo que ele me mandou, por isso estou aqui para contar essa história”, pontuou.

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