Palestina: Trump fortalece terrorismo ao cortar recursos para refugiados | VEJA.com

Crianças sírias e palestinas refugiadas sobem em um gol antes do início de uma partida de futebol no campo de refugiados Al Baqaa, na Jordânia

Crianças sírias e palestinas refugiadas sobem em um gol antes do início de uma partida de futebol no campo de refugiados Al-Baqaa, na Jordânia (Muhammad Hamed/Reuters/Reuters/Reuters/Reuters/Reuters)

O porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas, Nabil Abu Rudeneh, disse neste sábado que a decisão dos Estados Unidos de cortar fundos da agência da ONU que ajuda refugiados palestinos é “um ataque aos direitos da população”.

Segundo Rudeneh, a decisão “não contribui para a paz e fortalece o terrorismo na região”.

Os EUA são responsáveis por quase 30% do orçamento da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) e vinham exigindo que fossem feitas reformas significativas no órgão. O corte retira quase 300 milhões de dólares do programa.

A UNRWA foi criada após a Guerra de Independência de Israel, em 1948, para ajudar 700 mil palestinos que fugiram ou foram expulsos de suas casas. Há muito tempo, Israel argumenta que a agência perpetua a crise de refugiados.

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‘Defeituosa’

Nesta sexta-feira, Heather Nauert, porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, afirmou que o governo de Donald Trump decidiu não dar mais recursos para a agência por considerar a operação “irremediavelmente defeituosa”.

As declarações de Nauert fizeram coro ao que disse nesta semana a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley. Haley afirmou que “existem inúmeros refugiados que continuam recebendo assistência” enquanto o governo palestino “continua criticando os Estados Unidos”. “Acho que temos que olhar para o direito de retorno”, acrescentou.

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