Israel fechará Cisjordânia e Gaza por 3 dias por conta do ano novo judaico | VEJA.com

Israel reabre passagem da fronteira comercial com Gaza

Israel controla as fronteiras da Palestina desde a Guerra dos Seis Dias em 1967, quando ocupou os territórios de Jerusalém Oriental, Cisjordânia e Gaza (Ibraheem Abu Mustafa/Reuters)

Israel fechará a partir da meia-noite deste sábado até a próxima terça-feira as passagens fronteiriças com a Faixa de Gaza e o território ocupado da Cisjordânia e Gaza por ocasião da festividade de Rosh Hashaná, o ano novo judaico.

“De acordo com diretrizes governamentais diretas e uma avaliação de segurança, os cruzamentos e passagens com as regiões de Judeia e Samaria (nomes bíblicos para Cisjordânia) e Gaza permanecerão abertas a palestinos em circunstâncias especiais e casos humanitários”, informou uma porta-voz militar.

Estas exceções deverão ser aprovadas pelo Cogat, o órgão militar encarregado de tramitar a ocupação nos territórios.

O fechamento durará os três dias pelos quais se estendem as comemorações do ano novo judaico, que começa no domingo.

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No caso de Gaza, o Ministério da Defesa de Israel informou, na quinta-feira 6, que a passagem para pessoas de Erez não ficará aberta até a próxima quinta-feira, em represália à depredação no terminal por parte de manifestantes palestinos nesta semana, quando protestavam contra as políticas dos Estados Unidos na região.

As autoridades israelenses geralmente fecham as fronteiras nas comemorações judaicas mais importantes, como o Purim, conhecido como o carnaval judeu, a Páscoa (Pessach) e o dia mais sagrado para o judaísmo, Dia do Perdão (Yom Kipur).

Israel controla as fronteiras da Palestina desde a Guerra dos Seis Dias em 1967, quando ocupou os territórios de Jerusalém Oriental, Cisjordânia e Gaza. Esta última se encontra sob bloqueio desde que o movimento islamita Hamas tomou o controle do território à força há 11 anos.

Os mais de 2 milhões de moradores da Faixa só contam com uma saída para o exterior que não passa por Israel, através do Egito, que também mantém o fechamento intermitente da fronteira.

Os quase 3 milhões de habitantes da Cisjordânia costumam viajar para o exterior pela passagem de Allenby com a Jordânia, que também está sob controle da segurança israelense.

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